Por Andrey Romaniuk
Estivemos recentemente eu e o Elcio Muliki no Pico Agudo, situado na região de Sapopema e São Jerônimo da Serra, aqui no PR. Desta vez subimos pela face nordeste, com o intuito de investir nas paredes menores, e em apenas dois dias de trabalho conseguimos abrir 4 vias.
Ao final do texto, seguem os croquis. As primeiras vias estão em um grande bloco cilíndrico que destaca-se ao lado direito da trilha, um dos primeiros a ser visualizado. O bloco possui aproximadamente 25mts, e duas belas fendas verticais paralelas, que começam já a alguns metros de altura. Encontramos uma chapeleta já batida na parte baixa a direita do bloco, provavelmente por alguém que visualizou a linha, tentando acessar estas fendas. Aproveitamos a chapa, e completamos a escalada em móvel pela fenda, que começa em um lindo diedro. Ao final da fenda, uma transversal curta a esquerda, onde se faz a parada em móvel também utilizando uma arvorezinha, que serve também para o rapel. Durante a escalada a fenda estava bem suja com fezes de morcegos, e muitas agarras da parede quebraram. Acreditamos que quem bateu a chapa não completou a escalada, especialmente devido a falta de evidências e marcas anteriores de agarras quebradas na linha da via. Batizamos a via de “Fissura de mão beijada” (7b - a confirmar). Mais tarde, descobrimos que quem bateu esta chapa foi o Claudiney Gloor, Michella e Bruno Mazeto, do CMNP de Londrina, e realmente não haviam completado a escalada anteriormente. Porém, nada mais justo que considerarmos esta conquista compartilhada junto aos amigos Londrinenses.
Outra via é a “Ruim de nome” (7a/b - a confirmar). Esta inicia-se em uma aresta ao lado esquerdo, protegida com 4 chapas até um platô, onde inicia a fenda da esquerda. Neste platô botamos um grampo, caso deseje rapelar dali, ou seguir na seqüência pela fenda protegendo o primeiro lance neste grampo. Esta fenda da esquerda foi escalada apenas de top rope, batizada de “Apertadinha” (7b - a confirmar). Está aguardando a primeira guiada totalmente em móvel. A parada é a mesma da “Fissura de mão beijada”, em móvel e na arvorezinha.
A última via aberta está em outro bloco, quase chegando ao cume, ao lado esquerdo da trilha. O bloco é negro, com uma fenda vertical e ranhuras na horizontal. A via tem aprox. 15mts, inteira em móvel, batizada de “Zé Roela” (5º - a confirmar). A parada está no segundo platô. Foi batido apenas um parabolt, sem chapa, que será colocada numa próxima investida, para o rapel ou talvez para uma extensão da via pela aderência até mais em cima.
Atualização (24/05/2008):
- Uma chapeleta foi adicionada na parada compartilhada das vias “Fissura de Mão Beijada” e “Apertadinha” para ser utilizada no rapel, eliminando a utilização/degradação da arvorezinha. Agora a parada é equalizada em móvel e nesta chapeleta.
- Algumas repetições da via “Fissura de Mão Beijada” por outros escaladores aumentam a provável graduação inicial de 7b, agora para 8a (guiada/à vista).
Clique nas imagens para ver os croquis:
Agradecemos especialmente a loja TERRITÓRIO pelo apoio a estas conquistas.

21 Novembro, 2007 às 12:13 pm
Parabéns pelas conquistas!
21 Novembro, 2007 às 3:06 pm
Grande Andrey e Élcio,
Parabéns pelas novas conquistas, pois além da distância entre CTBA e o Norte do Paraná, vencer as dificuldades logísticas no PA, não é muito fácil…
Aproveito a oportunidade, para cumprimentar o Irmão de Montanha Élcio, que conheci na Trilha Nordeste dia 08/09 - enquanto descíamos o PA - após um deslumbrante acampamento no cume.
Mais uma vez, o Trad demonstra seu Amor pelo PA!
Bons Ventos!
22 Novembro, 2007 às 4:55 pm
Andrey e Elcio,
Parabens pelas conquistas e pelo entusiasmo em procurar novos picos e abrir novas vias!
Forte abraço!
25 Novembro, 2007 às 9:46 pm
PARABENS PELA NOVA CONQUISTA. É SEMPRE BOM VER NOVOS ANGULOS DE ESCALADAS. UM DIA SE DEUS QUISER EU CHEGO LÁ. UM ABRAÇO.